Polícia Civil do Mato Grosso do Sul presta apoio à Polícia Civil do Sergipe durante operação “Dupla Face”, para desarticular associação criminosa especializada em fraudes financeiras milionárias

Polícia Civil do Mato Grosso do Sul presta apoio à Polícia Civil do Sergipe durante operação “Dupla Face”, para desarticular associação criminosa especializada em fraudes financeiras milionárias

Durante quatro dias, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, representada pela Seção de Investigações Gerais (SIG) de Dourados, sob a coordenação do Delegado Erasmo Cubas, prestou apoio à operação “Dupla Face” deflagrada pela Polícia Civil do Sergipe, com o objetivo de desarticular associação criminosa especializada em fraudes financeiras milionárias. No município de Dourados-MS, foi preso um dos “cabeças” da organização, além disso foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.

Em Dourados, as ações ocorreram do dia 23 a 26 de abril, na região do Parque dos Jequitibás. Nas buscas foram apreendidos dispositivos móveis, notebook, documentos, comprovantes de depósitos e talões de cheque. 

Além do Mato Grosso do Sul, decisões judiciais foram cumpridas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. A operação foi deflagrada pela Delegacia de Itaporanga D’Ajuda, com o apoio da Divisão de Inteligência (Dipol).

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Sergipe, o grupo criminoso cometeu fraudes contra grandes empresas em todo território nacional. No Sergipe, identificou-se um golpe de R$ 80 mil, contra uma grande empresa do gênero alimentício, mas nacionalmente o prejuízo pode chegar a valores milionários, conforme apuração da Delegacia de Itaporanga d’Ajuda.

Segundo o delegado Weliton Júnior, a fraude utilizada pelo grupo criminoso para lesar as empresas consistia em falsificação de assinaturas, confecção de procuração falsa e posterior reconhecimento de firma em cartório. A investigação teve início há oito meses com o registro do boletim de ocorrência em Sergipe.

“De posse da procuração com firma reconhecida, os investigados conseguiam obter talonários de cheques em nome das empresas alvo da fraude. A partir daí, eles preenchiam e realizavam transações financeiras de valores vultuosos”, explicou o delegado Weliton Júnior.

Operação

No decorrer da operação, que se estendeu ao longo da semana passada, foram cumpridos oito mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em endereços atrelados aos investigados, bem como em um quarto de hotel utilizado por dois dos envolvidos nos crimes.

Foram presos o líder do grupo criminoso e outros dois homens. O chefe do grupo criminoso reside em Goiânia e foi preso em Uberlândia (MG) com os outros comparsas. Além desses locais, houve cumprimento das ordens judiciais em dois endereços de Goiânia (GO), indicados como pertencentes ao líder da associação criminosa.

A operação foi batizada de Dupla Face em alusão à vida que o  líder da associação criminosa mantinha. Ele foi identificado como o dono de duas empresas ativas em Goiânia (GO), local onde reside com sua família.  

“O investigado ostentava uma vida de alto padrão econômico, apresentando-se ao público como homem de negócios bem sucedido, mas ao mesmo tempo escondia uma vida secreta de cometimento de estelionatos fazendo vítimas em todo o território nacional”, revelou o delegado Weliton Júnior.

 

*Com informações da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul.