Hoje, mais de 23 mil pessoas já morreram no País por covid-19

Hoje, mais de 23 mil pessoas já morreram no País por covid-19
Créditos TARSO SARRAF via Getty Images

O Brasil tem 374.898 casos positivos da covid-19, com 11.687 novos casos nas últimas 24 horas, de acordo com balanço do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (25). Também nesta segunda, o País atingiu a marca de 23.473 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus, com 807 novos registros de domingo para esta segunda. 

Epicentro da pandemia do novo coronavírus na América do Sul, o Brasil é o segundo país com maior número de diagnósticos, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam 1,6 milhão de registros, de acordo com dados do Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins.

O maior número de diagnósticos positivos da doença no Brasil está no estado de São Paulo, com 83.625 casos e 6.220 mortes, de acordo com dados desta segunda. Em seguida, aparece Rio de Janeiro, com 4.105 mortes, Ceará (2.493), Pernambuco (2.248) e Pará (2.372).

Na terça-feira (19), o País superou a marca de mais de mil mortes confirmadas de um dia para o outro: 1.170. O número também é um marco na evolução diária da pandemia quando comparada a outros países. Supera o total de 919 mortes confirmadas em 24 horas no fim de março na Itália, um dos principais epicentros na Europa da crise sanitária e um dos cenários mais dramáticos da pandemia até então.

Dois dias depois, na quinta-feira (21), foi registrado o recorde de confirmações de vítimas da doença em um intervalo de 24 horas: 1.188.

Os dados reforçam o agravamento da crise sanitária no País. Desde 5 de maio, o total de mortes confirmadas de um dia para o outro passou para um patamar acima de 600. 

Interiorização da covid-19

Nesta segunda, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a covid-19 ainda vai se espalhar pelo interior do País. “Nós temos o impacto das capitais e regiões metropolitanas. Esse impacto ele vai passar, e nós vamos ter o espraiamento disso de alguma forma para o interior, vamos ter que ter as estruturas que foram preparadas na capital e região metropolitana para receber esse pessoal do interior que não tem as estruturas lá. (…) Não podemos esquecer que vem ainda impacto do interior e aí a gente tem que estar preparado para isso.”

Segundo o mapeamento da Johns Hopkins, foram confirmados cerca de 5,3 milhões de casos da covid-19 no mundo inteiro e mais de 343 mil mortes, de acordo com dados atualizados nesta quinta. O Brasil está em 6º no total de óbitos.

Na quinta, o secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, alertou sobre a gravidade do momento atual. “Dia após dia, tem cada vez mais casos, óbitos sendo confirmados por coronavírus. Isso dá dimensão do verdadeiro número de casos que têm sido identificados no Brasil de forma ascendente”, disse.

O secretário destacou diferenças regionais e fez um alerta sobre o período atual, devido à circulação de outros vírus respiratórios. “Estamos agora no momento de maior pressão em relação ao número de casos [de covid-19] e doenças respiratórias como um todo nessas regiões Norte e Nordeste. No Sul e Sudeste, com exceção de São Paulo, agora que está evoluindo o número de casos de doenças respiratórias”, afirmou. 

Apresentação do ministério divulgada nesta quinta com dados de outros países, contudo, elencou dados para minimizar o cenário da pandemia. De acordo com o documento, o Brasil ocupa 55° lugar em relação à incidência e 28º de mortalidade, ambos indicadores considerando países com mais de 1 milhão de habitantes. 

Infectologistas e epidemiologistas recomendam o confinamento das pessoas em casa e o distanciamento social, nas atividades essenciais nas ruas e ambientes internos, como formas de conter a transmissão do coronavírus. O isolamento social pode achatar a curva de contaminação — que está em acelerada alta no País neste momento. 

Subnotificação da pandemia

A expectativa é que o número atual de óbitos causados pela covid-19 no Brasil seja ainda maior do que os balanços divulgados diariamente devido à demora no resultado dos exames. Como o HuffPost vem noticiando, a lentidão no processamento de testes laboratoriais, que detectam tanto a causa da morte quanto se a pessoa foi contaminada, leva a um atraso nos dados oficiais.

Essa demora também se reflete no número de contaminações no País. Há uma subnotificação de casos confirmados ainda maior devido à limitação de testes de diagnóstico. O exame tem sido direcionado apenas aos casos graves. Desde o início da pandemia no País, a orientação tem sido para que apenas pacientes com sintomas severos procurem o sistema de saúde.

Segundo o documento, foram distribuídos 3.087.184 de testes RT-PCR para laboratórios estaduais. Há 585.307 exames solicitados, dos quais 423.438 (72%) foram processados. Outros 2.663.746 de unidades estão em estoque, para ainda serem aplicados.

O represamento de resultados chegou ao ponto de haver 93 mil testes que aguardavam análise nos laboratórios públicos estaduais no início do mês. Já as grandes redes privadas tinham mais de 100 mil exames que ainda não haviam sido incluídos no sistema do ministério também em maio.

De acordo com a pasta, todas as análises de mortalidade são feitas a partir do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), em um fluxo que começa na secretaria de saúde municipal, passa pela secretaria de saúde estadual e segue para o ministério.

Apesar de o prazo legal ser de 60 dias, em geral leva de 15 a 30 dias para o ministério receber essa informação, de acordo com o diretor de análise da Secretaria de Vigilância em Saúde da pasta. Além do SIM, o ministério usa o SIVEPGripe para coletar informações sobre óbitos. 

Créditos Equipe HuffPost